domingo, 24 de abril de 2011

Jakarta


3 meses depois de chegar a Jakarta, já me e possível fazer uma descrição bem mais exacta da realidade da cidade. Vou começar por algumas curiosidades.

O transito (Macet) de Jakarta e lendário. Nos primeiros dias não consideramos que fosse tão terrível, dado que as nossas movimentações se restringiam a zonas especificas e curtas distancias. Mas com o passar do tempo e a falta visível de alternativas, tornou-se exasperante levar 45 minutos a percorrer 4 kms para ir jantar a uma sexta a noite.

Eh claro que a culpa eh do Governo, podremente rico mas sem visão de futuro e preguiçoso para criar infraestruturas que suportem o crescimento louco desta megapole. Como alternativas apresentou o TransJakarta, que ja vos descrevi, e a introdução de uma nova regra de transito: Estradas 3 em 1.

Durante as horas de ponta, as principais avenidas de acesso ao centro da cidade ficam pejadas de policias a procura de infratores a esta lei, que diz que apenas nelas podem conduzir veículos com um mínimo de 3 pessoas no interior.

Eh claro que os indonésios, povo empreendedor que eh, aproveitaram para criar novos negócios: o enriquecimento dos policias corruptos a quem se suborna para esquecer a multa, e os Road Jockeys. Nas vias de acesso as principais artérias, e ver filas de jovens e mulheres com crianças ao colo (pague 1, leve 2), com o dedo esticado, a espera do que aparentemente poderia ser uma boleia ou chamar um táxi. Na realidade, indicam que estão livres para serem levados pelos carros que deseja passar nas avenidas e não teem 3 passageiros, pela modica quantia de 10.000 rupias (menos de 1 euro).

Ainda não consegui boas fotos deste fenómeno, quando conseguir posto. Ate la, aqui ficam duas roubadas do google, e a historia de um jovem Road Jockey.

Sera que isto resultava na Avenida da Liberdade? Ou no viaduto Duarte Pacheco?





quarta-feira, 20 de abril de 2011

Aos 3 meses, as saudades*

*Adaptado da versão original, exclusiva a outros olhos.

De pequenas coisas. Brunch no Magnólia. Jantares de Primavera na esplanada do Royale. Caipirinhas na Tratoria. Dias de praia em S. João em que o por do sol vem cedo demais. Descer o Chiado num dia de sol. Comer castanhas na Praça de Londres.Sessão dupla de cinema no El Corte Inglês. Bater o pé ao ritmo irlandês no Cais do Sodre. Tardes de Domingo em Belém. O Museu Berardo. Comer chourico assado nos Santos. Ouvir os pássaros a cantar quando chego a casa. Ler o jornal no Melkia. Saborear 1000 gelados, em todos os cantos da cidade. Descer o escorrega na Quinta das Conchas. Comer caracóis. E conquilhas. E pão português com manteiga da verdadeira. Dar um beijo no Clube dos Ferroviários. Comer um cachorro a porta do Lux. Encontrar toda a gente no Bairro Alto. Andar, andar, andar. Ler um livro na Graça. Dançar mornas e kizomba na Associação Cabo Verdeana. Comer bife da vazia com batatas fritas, molho a Portugalia e ovo a cavalo. Andar de bicicleta junto ao rio.  Jogar Katan ate de madrugada, com boa companhia. Ou Espadinha regada a vinho. Peixe grelhado e ameijoas com vista sobre Lisboa. O ferry a cheirar a gasóleo. Infusoes e poções no 5 Elementos. Sushi night com direito a galinha Teryaki.  Imperiais na esplanada da Cinemateca. Motel X no S. Jorge, compasso de espera na esplanada. O cheiro a Primavera, doce quente e fresco. O aroma a Verão. O sabor da chuva no Outono. A manta e o sofá no Inverno. A comida da mãe. Os mimos do pai. O rosnar do Rafa. A gargalhada do meu Miguel.Ter-vos ali a mão.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Para a Carochinha

Carochinha, de acordo com esta noticia do JN, poderíamos expandir o Spagina para o Brasil. Pelos vistos há quem precise la!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

What a difference a day makes

Se ha coisa em que os indonesios sao mestres e na arte de fazer pouco. O que explica a paixao indonesia por hair salons. Isso, e os precos a rocar o ridiculo que ai se praticam. 

Apos um longo dia de trabalho, nada sabe melhor a uma mulher indonesia do que ir ao salao de beleza fazer um creambath (tratamento de hidratacao do cabelo, acompanhado por uma vigorosa massagem aos ombros); um fim de semana ocioso tem sempre de incluir um lulur (exfoliacao em profundidade, com steam bath a marcar passo); e para as mulheres que se sentem realmente desgastadas pela vida ha ainda tratamentos revigorantes de spagina...That's right folks, um spa para a sua vagina!

Peguem num caixote de madeira, facam-lhe um buraco, coloquem no interior do caixote oleos de aromaterapia, sentem uma jovem sem roupa interior (embora envolta num belo lençol batik) em cima do caixote, e deixem os aromas ser absorvidos pela safardina, parapeita e outras palavras dignas. Diz quem sabe que saem dali como novas, quase como Deus as pós na terra.

E claro que as horas passadas no salao teem de ser devidamente preenchidas por conversa com as esteticistas, um cigarrinho ou por comida, tudo providenciado pelo espaco, e devidamente incluido na conta. Mas a grande diferenca e, claro, o preco final.

Este sábado passei quatro horas a ser massajada, esfregada, apertada, exfoliada com aroma a morango, amaciada com aloe vera, lavada e outras "adas" da vida. Comi um cheeseburguer pelo caminho. E no final, a conta somou 90.000 rupias... ou seja, 7,19 euros.

Gotta love this life.

 A mestria de comer noodles com almondegas enquanto alguem lhes esfrega o couro cabeludo como se nao houvesse amanha. Eu nao me atrevi. Esta corrida e so para profissionais.

 O Spagina.

 Cream Bath de Aloe Vera. Nunca o meu cabelo esteve tao brilhante.

Steam Bath antes do lulur. Uma mini sauna do caracas.

Blackberry numa mao, cigarro na outra, e converseta com a estiticista. 
Esta ja e uma batida do salon.

Um fruto dos diabos

Este e um dos meus frutos favoritos aqui. Dragon Fruit, deve o seu nome a aparencia vermelha e escamosa nada convidativa, que mais parece uma hand granade natural.

Mas a verdade e que o interior e absolutamente rico e sumarento, com um ligeiro travo a maracuja, e muita carninha para comer.

Ha dois tipos, um branco, alvo, maior e mais doce; outro avermelhado, semelhante a uma beringela, mais acido.

Mas ambos sao maravilhosos e exóticos. E eu já estou a salivar só de me lembrar...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Pequenas pérolas

No outro dia ia eu a passear no shopping quando me deparo com esta pequena pérola... Na Indonésia é comum terem stands de automóveis dentro dos centros comerciais, por exemplo da Audi, Mercedes ou Jaguar. Mas confesso que ainda não tinha visto um da Lamborghini.

Faz sentido: enquanto as mulheres tapam os cartões de crédito nas Vuitton, Loboutin ou Guccis, os homens teem de se entreter com algum brinquedo. Penso que qualquer homem concorda que sempre é melhor que esperar no corredor em frente à Berschka, certo?

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quinta-feira, 7 de abril de 2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ojek

Falar de Jakarta e não mencionar Ojeks e' basicamente um crime. Em cada esquina da cidade e' possível encontrar cartazes a anunciar o serviço, cada qual escrito de maneira diferente (de ojeg a ojex, vale tudo). Um ojek e um taxista, mas de mota, disponível para nos levar a qualquer parte da cidade mediante preço previamente negociado, e sim, claro, com uma tabela de preços para buleis e outra para indonésios.
Normalmente viajam a velocidades incríveis por entre o machet (transito) e esquivam-se com exemplar destreza de qualquer veiculo que se atire para cima deles (algo demasiado comum). Regra geral, são atenciosos e ate gostam de fazer conversa, um desafio quando se percorrem ruas em modo slalom a 50 kms hora. E invariavelmente mencionam o Cristiano Ronaldo ou o Raul Meireles quando lhes digo que sou de Portugal, o que denota elevada cultura.
 
Um contra: os capacetes nunca funcionam. Ok, dois: as vezes também podem ter piolhos. Mas, por outro lado, isso apenas soma adrenalina a experiência.

Vista de cima de Ojeks, no transito:




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Delicatessen


A imagem tem pouca qualidade, bem sei, mas não podia deixar passar em branco a Happy Cola que experimentei ontem a noite. Coca-cola com leite condensado. Yum yum. Não acreditam? Experimentem!




segunda-feira, 4 de abril de 2011