quinta-feira, 14 de julho de 2011

A entrar nas ferias de Verão, achei por bem dar nova cara ao espaço. Mais condizente.

Como sempre, a foto do cabecalho eh minha, para evitar querelas de direitos de autor.

Desta vez, em Gilli Trawagan, Lombok, Indonesia.

Sobre a generosidade

Os indonesios sao o povo mais naturalmente generoso que tive o prazer de conhecer.

Dão a sua amizade, a sua casa, a sua comida, dão presentes e se nada mais houver para dar, dão sorrisos. Andar na rua eh um prazer pela quantidade de bons dias recebidos, acompanhados por um rasgar de orelha a orelha que pode conter mais ou menos dentes, mas eh sempre bem intencionado.

Ontem, em conversa com uma excelente senhora que tive o privilegio de aqui conhecer e com quem espero manter contacto, falamos sobre a arte da generosidade, e de como dando, acabamos por receber mais e mais.

Este eh tambem um dos ensinamentos do Islao, que promove que os seus seguidores deem sem olhar a quem, sejam generosos e partilhem, pois nunca se sabe quando podemos precisar que sejam generosos connosco. Da mesma forma, ensina a virar a cara quando nos fazem mal, a procurar conforto em Deus, e acreditar que se formos puros nas palavras, pensamentos e accoes, que a vida (prefiro pensar na vida e não em Deus) se encarrega de nos e de quem nos faz mal.

Nada diferente dos ensinamentos mais puros da Igreja Católica, antes desta se concentrar mais em condenar os pecados do Homem do que ensina-lo a ser melhor.

Apontamento

Imaginem estar a subir uma escada rolante acompanhada de mais duas pessoas.

A vossa frente, um perfeito desconhecido com o rabo a distancia de dois degraus. De repente, uma onda nauseabunda e fetida da-vos um estalo na cara. Viram-se para tras e tentam, pela expressão de surpresa e prestes a vomitar, transmitir o horror.

Começa o efeito domino: "what is it?" pergunta o de trás, seguido de um rápido "ooooooh!!! pheeeeew!". A do lado ouve os risos e vira a cabeça em direccao ao horror, enquanto pergunta: "what is i...ooooooh"!.

Esta feito. Entrou na corrente de mau cheiro. E por fim descem 5 degraus, rindo e fechando a boca, tapando o nariz, e rindo ainda mais com a cara de nojo do jovem outros 5 degraus atrás, tambem apanhado pelo horror.

Ontem foi assim, num shopping mall de luxo.

"Are you dead inside?" foi a única coisa que me ocorreu perguntar.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

E perguntam voces: mas tu ainda estas ai?

Sim, eu sei que não tenho dado noticias nenhuminhas e que vocês morrem de saudades.

Por cá tudo bem, dedicada a planear ferias e a futura condição de desempregada, a ler as noticias de Portugal que tanto alento e entusiasmo me trazem, e sem inspiração/paciência para escrever.

Jakarta esta a terminar. Domingo parto para uma semana no Cambodja e a partir dai 3 semanas de outras paragens indonesias (incluindo Bali, pois vir a Indonésia sem ir a Bali eh como se não tivesse vindo a Indonésia!).

Jakarta foi uma paragem para respirar e uma oportunidade. Ou uma pedra no sapato que me vai entrevar para sempre. Se tiver mesmo de decidir, prefiro escolher a primeira, pode ser?

Cumpri o meu sonho de trabalhar um mercado estrangeiro, ganhei nova admiração pelos meus amigos emigras e para tudo o que trabalhar no estrangeiro implica: o choque cultural, as diferenças nos métodos de trabalho, a barreira linguística, o desconhecimento do mercado, organizações e empresas. E sinto que essa parte esta terminada. Se voltava a trabalhar no estrangeiro? Sim, sem duvida, mas em algo que de facto me desafiasse e me melhorasse.

Ganhei outras coisas. Tempo para mim. Muito tempo para mim, algo que não tinha sei la eu há quanto tempo. Sim, eu sei, fui muito egoísta estes últimos 6 meses, a começar pela decisão de fazer esta viagem (com todo o vosso apoio) e a terminar na forma como apenas pensei em mim durante este tempo. E sabem que mais? Soube bem. Soube bem não ter de ser responsável por mais nada para alem de mim. Não tenho vergonha de o admitir. Porque ao fim de (sei la eu quantos) anos, esta pausa deu-me uma nova perspetiva para onde direcionar as minhas preocupações, as minhas responsabilidades e as minhas energias.Eh hora de arrumar a minha vida, dedicar-me a família que vai ser aumentada em breve (ainda estou a lutar pelo vosso Brudio!), e procurar novos desafios de pessoa crescida. Afinal de contas, já tenho 30 anos! :)

E isso leva a nova etapa que se avizinha. Ao que não quero repetir do passado e o que ainda tenho para desbravar. O caminho começa a aparecer-me devagar, incerto. Ate tenho medo desta ausência de medo que sinto por esse futuro, tal eh a inconsciência ou inconsequência. Logo se vê. Chega de stressar, agora dedico-me a arte da paciência, da calma, do equilibrio. Vamos ver quanto tempo dura! :)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Fechado que esta o nosso inquérito, vence o Brudio. A partir deste momento inicio campanha junto das respectivas unidades parentais do Brudio para reclamar o direito de registo da criança. A vossa opinião tem de prevalecer!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Venham mais dois

Não me sinto com 30.

Os pés de galinha no canto do olho, a gravidade que empurra o corpo para baixo, os 2 cabelos brancos que ja descobri, o cansaco, as dores nos ombros e demais maleitas de um corpo a envelhecer ja se fazem sentir. Mas por dentro não me sinto com 30.

E talvez seja por isso, e pela inconsciência que me e inata, que não tenho medo deste primeiro triénio de vida. Venham mais dois iguais a estes.

PS - Também porque gosto muito da expressão "trintona" ehehehehe

terça-feira, 21 de junho de 2011

Mas nao ha ninguem que faca nada?

Ninguem controla a nossa justiça? Tudo bem que a noticia e do Correio da Manha, que e sempre meio enviesado, mas se ele foi considerado culpado, como e que não cumpre pena? Não me digam que houve circunstancias atenuantes que o levaram a colar o cabelo dela ao chão? Ja para nem falar no resto...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Jak in the box

Ontem estava a contemplar passar uma noite de depressão em frente ao PC a espera de feeds facebookianos com o rescaldo do concerto do ano, quando a Zita me convenceu a ir a um cocktail da Embaixada Austríaca. Aparentemente construiram um edifício amigo do ambiente e quiseram passar a mensagem a toda a gente, apesar da recepcão ter sido em casa do adido comercial da Embaixada, e não no novo edifício.

O bom de Jakarta eh que quase todos os dias ha um destes eventos. O melhor, eh que neles tudo pode acontecer. Como conhecer uma indonesia e o seu chefe americano, rico e a procura de companhia para copos.

Não pensem que a companhia para copos envolvia outro tipo de companhia. Ele era casado, e pelos vistos bem casado e de trela, pois qual Cinderela ao bater da meia noite voou para casa para ir dar as boas noites a mulher. Outra agradável surpresa, não termos de nos esquivar a avanços de um americano bêbedo.

Iamos sair da festa ao mesmo tempo, tinhamos trocado meia dúzia de palavras durante o evento, mais com a subordinada dele ate do que propriamente com ele. Convite para ir ao Lowie, chama motorista, raparigas no banco de tras, o americano a frente.

No Lowie, garrafa de vodka, cocktails, o que as meninas quiserem, e uma noite inteira de bela conversa sobre ondas, extreme sports e de gozo com o americano quarentão surfista que ainda usa a expressão "narly". Como expat ricaço que era, pagou a conta de perto de 200 euros, despediu-se com cortesia, e deixou-nos de barriga quentinha pelo álcool e os ouvidos cheios de boas historias.

Gotta love this life.

The man, The myth, The Legend

Não eh o primeiro e não será o ultimo a tornar a miséria pessoal em humor e retorno financeiro.

Nem me parece que esteja de coração desfeito. Pretendentes não lhe faltarão. O orgulho ferido de ser deixado no altar, bom, isso já não vou comentar.

Mas há que admirar este homem de 85 anos que quis casar pela terceira vez, e quando foi deixado no altar, recorreu a sua única noiva fiel e fiável, aquela que o tornou no Rei do Império, the man, the myth, the legend.